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    Lifetime Points: 1092

Game Data

    Análise Inicial de Street Fighter IV

    Thursday, March 5, 2009, 06:22 PM [Street Fighter IV]

    Meu Street Fighter IV chegou a poucas horas. Era para ter chegado a "muitas horas", mas o incrível trabalho dos Correios conseguiu me entregar um Sedex 10 às 5 da tarde, quase no momento que a portaria do meu condomínio estava fechando. Mas, dos males o menor...

    Só pra não perder o costume, primeira coisa a se fazer é escolher o Ryu. Foi assim em absolutamente todos os Street Fighters que joguei, não seria diferente nesse (é até tradição). No momento de escolher o nível de dificuldade, estranhei dele não estar presente no Options, mas no momento de entrar no Modo Arcade. Gostei também do fato de escolher o personagem sempre com o mesmo botão agora (no caso do PS3, o "X") e depois ter oportunidade de escolher a cor da roupa. E começa a luta!

    Primeiro, mesmo tendo visto alguns milhares (sem exagero) de videos, é diferente ver os gráficos na sua frente ali na TV. Minha TV é de 29" mas não é LCD nem full HD. Porém, nem mesmo quando eu comprar uma nova vai melhorar os gráficos. Realmente, são ruins. Ruins não, são feios, um tanto patéticos, mesmo sendo forte essa palavra. Eu já sabia como seria, mas vendo ao vivo, a coisa fica um pouco pior, acho. Senti que faltou um trabalho melhor nos gráficos, mesmo que eles quisessem manter esse tom cartunesco nos personagens, não deveria esculachar tanto. Muitas vezes, acostumado com a alta qualidade dos jogos PS3, dá a impresão de estar jogando um jogo do PSX. Sempre vou ser mais 2D que 3D, sempre. Não me convenço. Até por ver alguns absurdos, como os pés do Rufus atravessando o chão do cenário. Bom, não são um total desperdício do jogo, mas decepciona um pouco.

    Falando de jogabilidade, como eu disse várias vezes no Orkut e (pelo menos na minha visão) tinha razão, o fato de ser 3D deixou ela menos ágil. Mas está muito boa, flui muito bem, os golpes saem fácil. Apenas os combos estão difíceis de serem encaixados por essa falta de agilidade do 3D, já que os personagens ficam com movimentos mais realísticos. Fazer a combinação tradicional de rasteira média + rasteria forte para um 2hit básico já funciona com certa dificuldade. Assim como o soco fraco + Hadouken forte. Mesmo assim, está muito boa, a melhor que já vi em jogos de luta 3D, mesmo não jogando muito esses por não gostar. O nível de dificuldade achei bem fácil. Sempre, todos os Street Fighters que jogo, já começo no nível 8 (dessa vez é por nome, chamado Hardest). Penso que, se quer aprender a jogar, aprenda apanhando. Mas não foi bem isso que aconteceu. Apesar de ser um jogo diferente do SFIII, por exemplo, me acostumei bem rápido com a jogabilidade e venci as três primeiras lutas com certa facilidade, mesmo jogando a primeira vez e no nível mais difícil. Até achei que esse seria um ponto fraco do jogo (ser muito fácil), mas quando peguei o Zangief na quarta luta já vi que não era bem assim. Sofri pacas, mas bati no grandão. Fui passando, cheguei para enfrentar o Bison. Foi mais fácil do que eu pensava, uma certa decepção com ele. Está menor (em tamanho, parece mais o Bison do SFII que do Alpha) e parece mais fraco. Depois, veio Sagat (sim, Sagat depois do Bison agora, pelo menos jogando com Ryu). Mais fácil ainda. Muda versão, muda o jogo, Sagat sempre fácil de ser batido, soltando exagerados Tiger's. Gigante batido, chegou Seth.

    Seth é escroto. Não só no visual, mas ele por completo. Ainda não joguei com ele, mas o vendo na tela, chega a dar raiva. Primeiro, porque Street Fighter não tem um "chefão" de verdade desde Alpha com Akuma (considerando ele como um 'chefão'). Sagat no SF1, Bison no SFII e Akuma no Alpha eram chefões de verdade, brigavam, havia luta, havia o "Fighter" do nome. No III, era aquela coisa chata e apelativa do Gill e no IV é a mesma coisa. Seth é chato, não parte pra briga, fica apenas na apelação de seu teleporte que, dado em alguns momentos, não lhe permite defesa (uma lástima em se tratando de Street Fighter). Seu especial não se se é pra rir ou chorar, quando ele "suga" o personagem para dentro de sua barriga, depois o personagem é jogado, bate nas 'extremidades' da tela e se choca com a tela. Deveriam pensar nisso para um Pocket Fighter, não para o Street Fighter IV. Parece que usaram o Jim Carrey como consultor de artes marciais.

    Mas, tirando essas críticas de primeira impressão do jogo (fiz apenas um modo Arcade com Ryu até o momento e uma luta apenas com Ken), o jogo é maravilhoso. É, depois de muitos e muitos e muitos e muitos... anos, um novo Street Fighter, finalmente. Com o tempo, ainda vou ir descobrindo coisas novas, detalhes. Outra coisa que me chateou foi o fato dos personagens não terem cenário fixo, outra tradição de SF quebrada. Mas, são praticamente grãos de areia de uma "praia" maravilhosa que é ter Street Fighter novamente. Hadouken!!!!!

    2.8 (1 Ratings)

    Resident Evil Degeneration Portuguese Review

    Saturday, December 13, 2008, 05:53 PM [Filmes / Movies]

    Ontem, ao assistir Degeneration, senti que, finalmente depois de anos, pude rever uma das histórias que mais me encantou em todos os tempos. Na verdade, em se tratando de roteiro, é sem dúvidas o que mais me encantou. Biohazard/Resident Evil é uma obra prima. Quer dizer, pelo menos enquanto se dispôs a ser o que é. Com a chegada de Resident Evil 4, o castelo de baralho praticamente ruiu, deixando poucas peças em pé para que pudesse ser reiniciado novamente. Apesar dos fãs mais ufanistas, a verdade é que RE4 se descaracterizou completamente dos outros jogos, em nome de um novo jogo. Ao ser anunciado para PS2, o jogo era pra dar continuidade ao fim da Umbrella, mas trouze Leon num futuro bem mais distante, não mais lutando contra um vírus. Pra mim, pessoalmente, isso é fatal. É claro que, junto à isso, veio o pacote de explicações, de que Wesker irá usar o Las Plagas para interagir com sua amostra do vírus para criar algo mais potente e tal, mas pra mim não passou de uma desculpa esfarrapada pela derrapada que veio com o jogo. Tudo em nome da concorrência com outros jogos. Ninguém mais queria zumbis lentos, nem câmeras fixas. Então, se pensou primeiro em um jogo de ação ao contrário do Survivor Horror dos jogos anteriores. Aí a história só foi montada em cima, uma pena. Não que seja ruim, mas não é a mesma coisa.

    Voltando ao filme em animação, devo começar pelos pontos fracos. Graficamente falando, está fantástico. Mas as animações em CGI (mesmo o cantarolado Final Fantasy) ainda pecam em alguns aspectos como expressões faciais e movimento da boca. A movimentação dos personagens está muito boa, mesmo que as vezes não soe tão real, mas a qualidade compensa. Agora as partes boas!

    Pra quem acompanha o enredo de Resident Evil (pra mim o grande ponto forte da série toda), deveria estar com saudades dos T-Vírus e G-Vírus, assim como eu estava. A volta de dois personagens marcantes como Leon e Claire também ajuda a completar o clima de nostalgia. Sem contar nas poucas mensões a Umbrella, até essa da saudades (sinceramente, quem realmente gosta daqueles Los Illuminados?). As cenas inicias do aeroporto são fantásticas. Claire vendo os cadáveres caindo do avião após esse se chocar com saguão principal do aeroporto e dizendo "denovo não" é de arrepiar, quase uma volta ao passado. Depois, as cenas de ação de Leon ao resgatar Claire e os outros personagens, as escapas entre zumbis com cabeças explodindo, os mesmos erros de sempre cometido pelo fortão com armas (dessa vez sobrou para tal de Greg) não poderiam faltar. Até mesmo os tradicionais questionamentos, ao ver o grupo salvo saindo do aeroporto e só então os soldados estilo swat entrando atirando em todo mundo (por quê não entraram antes se eram somente zumbis lentos?). Depois é que na verdade começa o show.

    As velhas histórias de suborno, conspirações de grandes empresas (sai a Umbrella, entra a WilPharma), a reviravoltas e, claro, facilities! Também não poderia ficar de fora cenas com zumbis em corredores, elevadores, tudo meio destruído, com clima de suspense ao fazer uma curva de um corredor ao outro, tudo está lá. Até mesmo os pequenos milagres de explosões a queima roupa não afetarem os protagonistas. Só Claire teve, nesse filme, um avião caindo sobre o saguão do aeroporto onde estava, uma explosão que devastou um prédio inteiro onde só a feriu com um estilhaço de vidro na perna, sem contar os vários zumbis que não conseguem pegá-la, mesmo a poucos metros de distância. Mas isso faz parte do charme de Resident Evil. Leon é o mocinho que salva todo mundo, em cenas de ação mirabolantes (como a fuga do F4 prestes a demoronar), os tiros certeiros, a frieza de cara ao perigo e tudo mais. Também vale destacar a volta da mutação causada pelo G-Vírus no personagem Curtis Miller, relembrando o assombroso William Birkin. Está tudo lá.

    E o melhor de tudo, no final, a deixa para continuação (ou irão esperar apenas para explicar no RE5 com a volta do Chris Redfield?), da empresa Tricell, que parece assumir o lugar da WilPharma. Ou seja, muda-se as empresas, mas o objetivo é quase sempre o mesmo, a criação da arma biológica perfeita (e sua cura também, em caso de acidente claro). Será que isso é tão longe assim da realidade?

    Resumindo: o filme é espetacular pra quem gosta de Resident Evil, principalmente a velha guarda (da qual me incluo) que não digeriu muito bem, ainda, o confuso e bobo roteiro de Resident Evil 4. Tomara que eles arrumem ótimas desculpas para o Resident Evil 5, colocando as peças novamente no lugar e voltando com esse enredo fantástico. Agora, é só aguardar pelo quinto capítulo da série (ou seria o sexto devido a Code Veronica?).

    3.2 (2 Ratings)
  • Capcom Admin, 37
    Capcom A
    dmin

  • FairTeen, 21
    FairTeen

  • André, 26
    André

  • Truest Strike, 28
    Truest S
    trike

  • Rôm_S_C, 22
    Rôm_S_C

  • Roger, 29
    Roger

  • Luiz, 22
    Luiz

  • Victoria, 26
    Victoria

  • john, 33
    john

  • DDHurricane, 25
    DDHurric
    ane

  • orsone, 28
    orsone

  • Icosx, 27
    Icosx

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